Como prospectar clientes para a agência com um relatório de concorrência
· 9 min de leitura · Equipe Spymine
O dono da clínica recebe toda semana mensagens de agências prometendo “mais pacientes”. A que ele responde é a que chega mostrando o que ele não sabia: o que os concorrentes dele estão anunciando agora — e o que está funcionando para eles.
Prospectar é a parte do trabalho da agência que menos gente gosta de fazer — e a que decide se a agência cresce. O problema é que a abordagem comum é igual para todo mundo: “trabalhamos com tráfego pago, podemos marcar uma conversa?”. Para quem recebe, não há nada ali para avaliar. Este guia mostra outro jeito de abrir a conversa: dar antes de pedir, com um relatório do mercado do cliente, feito em minutos.
Por que a prospecção comum não funciona
A mensagem genérica pede confiança antes de mostrar qualquer coisa. O empresário não sabe se você entende do negócio dele, não tem como comparar você com a agência anterior e, quase sempre, já ouviu a mesma promessa.
- Ela fala de você, não dele. “Somos especialistas em…” é o começo de toda mensagem que ele ignora.
- Ela não traz nada novo. Ele não aprende nada com ela — e, por isso, não tem motivo para responder.
- Ela pede o maior passo primeiro. Meia hora de reunião com um desconhecido é muito para quem nem sabe por que deveria conversar.
O relatório inverte a ordem: a primeira mensagem já entrega algo útil, sobre o mercado dele, que ele abre sem compromisso. A reunião vira a continuação natural da conversa.
O que vai no relatório (e o que ele mostra ao cliente)
O relatório de nicho mostra o mercado inteiro de uma vez. Para ter uma ideia, o de Odontologia contava, em 28 de outubro de 2026, 4.419 anúncios no ar, de 270 clínicas e dentistas, com 1.290 começados nos 30 dias anteriores. E os números dizem muito sobre como esse mercado vende:
| O que o relatório mostrou | O que isso diz ao dono da clínica |
|---|---|
| 7 em cada 10 anúncios levam ao WhatsApp (3.105) | O concorrente vende pela conversa: responder rápido faz parte da venda |
| 7 em cada 10 são vídeo (3.093) | Quem não grava vídeo está fora do formato que o mercado usa |
| Mais da metade está no ar há 90 dias ou mais (2.390) | Esses anúncios se pagam: são a referência do que funciona no nicho |
| Implantes (1.723) e lentes e facetas (1.065) lideram | É onde está a maior parte da disputa |
Além disso, o relatório traz os maiores anunciantes e a parte de cada um, quem está acelerando (os que mais começaram anúncios em 30 dias), os ângulos e os funis, as faixas de preço quando há preço lido bastante, os anúncios no ar há mais tempo e os mais novos — e, do segundo relatório do mesmo recorte em diante, o que mudou: quem começou e quem parou de anunciar.

Para uma empresa específica, o relatório do concorrente mostra o mesmo de um anunciante só: quantos anúncios ele tem no ar, quantos começaram e pararam em 30 dias, o gráfico de 90 dias, os formatos e para onde ele manda — a resposta pronta para a pergunta “o que o meu concorrente está fazendo?”.
O passo a passo da prospecção
- Escolha um nicho, e de preferência um subnicho. Agência que fala a língua do cliente fecha mais: “clínicas de implante” convence mais do que “empresas”. Comece pelo nicho em que você já tem resultado para mostrar.
- Monte a lista das empresas que você quer atender. As que anunciam e as que não anunciam — as duas servem. Procure cada uma pelo nome no Spymine: quem anuncia vira conversa sobre melhorar; quem não anuncia, sobre o que os concorrentes já fazem.
- Gere o relatório do nicho. Na busca, marque o nicho ou o subnicho e clique em Relatório. Escreva o comentário da primeira página: duas ou três frases com o que você viu.
- Ponha a marca da agência. No Pro, o logo e o nome da agência vão na capa; no Empresa, o relatório sai white label, só com a sua marca.
- Mande o link com o nome da empresa no fim. Cada empresa recebe o mesmo relatório com o nome dela no fim do link, e a página do relatório mostra quem abriu, quantas vezes e quando.
- Escreva pouco. Uma mensagem curta, com o nome da empresa, o que o relatório mostra e uma pergunta — o modelo está logo abaixo.
- Acompanhe pelo que aconteceu. Abriu e não respondeu: um lembrete dois dias depois. Não abriu: tente outro canal, como o e-mail. E pare na segunda mensagem sem resposta.

A mensagem do primeiro contato
Curta, com o nome de quem recebe e uma pergunta no fim. Um modelo para adaptar:
Cada parte tem a sua função:
- O nome da empresa mostra que a mensagem não foi disparada para uma lista.
- Um número do mercado dela dá motivo para abrir.
- “Sem cadastro” tira o receio do link.
- A pergunta no fim pede uma resposta pequena, não uma reunião.
Gere o primeiro relatório
Na primeira assinatura, os 7 primeiros dias são grátis: no Pro e no Empresa, escolha o nicho dos seus clientes, gere o relatório com a marca da agência e mande o link.
Na reunião: o que mostrar
Quando a resposta vem, a conversa já começou do lado certo: o mercado dele. Três coisas costumam decidir a reunião:
- O que funciona no nicho. Os anúncios no ar há mais tempo — os que se pagam — e o que eles têm em comum: o formato, o ângulo e para onde levam.
- O que o concorrente direto faz e ele não. Abra a página do concorrente no Spymine na frente dele: os anúncios no ar, os novos da semana e o gráfico. Nada convence mais do que ver o vizinho anunciando.
- O primeiro teste que você faria. Um plano curto: os dois ou três criativos que você testaria primeiro, a partir do que já funciona no nicho.
Para preparar essa parte, vale o roteiro de como analisar os anúncios dos concorrentes: o tempo no ar, as versões do criativo e a página para onde o anúncio leva.
Depois do sim: o relatório vira rotina
O que fechou o cliente ajuda a mantê-lo. Três hábitos:
- Rastreie os concorrentes do cliente. O Spymine compara e mostra o que mudou em cada um: os anúncios novos, os que pararam e o preço que mudou.
- Mande o relatório do mês. O relatório do mesmo recorte mostra o que mudou desde o anterior — quem começou e quem parou de anunciar. É a reunião mensal pronta.
- Junte tudo num projeto. As coleções de referência, os rastreios e os relatórios de cada cliente num lugar só. Veja como a agência organiza as referências de criativos.
Os cuidados que mantêm a prospecção limpa
- Use o contato que a empresa publica. O WhatsApp do site, o e-mail comercial, a mensagem pelo perfil da empresa — nada de número pessoal conseguido por fora.
- Respeite o não. Quem pediu para não receber mais, não recebe. Anote na sua lista.
- Não prometa resultado. O relatório mostra o mercado; o resultado depende da oferta, da verba e do atendimento do cliente.
- Não use o criativo de ninguém. Os anúncios do relatório são a referência do que funciona; o criativo do cliente é feito pela agência.
O relatório, com o link e a conta de quem abriu, vem no Pro e no Empresa; a marca da agência na capa, no Pro, e o relatório white label, no Empresa — os detalhes estão na tabela dos Preços.