Como a agência salva, organiza e compartilha referências de criativos
· 15 min de leitura · Equipe Spymine
Toda agência tem uma pasta de prints que ninguém acha na hora do briefing. Veja como transformar os anúncios que funcionam em base para os criativos de cada cliente — guardados com o porquê, separados por nicho e prontos para mostrar.
O problema quase nunca é achar referência. É achar de novo, três semanas depois, quando o editor pede “aquele vídeo da clínica que você mandou”. E é explicar ao cliente por que aquele anúncio, e não outro, serve de base para o dele.
Este é o método completo, do anúncio escolhido ao criativo novo — e como cada passo fica no Spymine.
O que é um anúncio-base (e o que não é)
Anúncio-base é a referência que serve de ponto de partida para um criativo novo: um anúncio de outra empresa, que já está funcionando, de onde a agência tira o gancho, o formato, a estrutura ou o ângulo — nunca a peça em si.
Não é qualquer anúncio bonito. Uma boa base tem três coisas:
- Sinal de que funciona. Está no ar há semanas ou meses, ganhou versões novas ou tem vários anúncios levando à mesma página. Ninguém paga por tanto tempo um anúncio que não traz retorno.
- Proximidade com o cliente. É do mesmo nicho — melhor ainda, do mesmo subnicho. Para uma clínica de implante, o vídeo de outra clínica de implante ensina mais que o de uma loja de roupa.
- Algo que dá para levar. Um começo que prende, um formato que cabe na produção do cliente, uma prova que ele também tem.
Nicho e subnicho: o recorte certo para cada cliente
A primeira decisão é o recorte. Referência do nicho errado vira ruído no briefing: o cliente não se reconhece nela, e o time perde tempo adaptando o que não serve.
No Spymine, cada anúncio vem classificado em quatro camadas — e cada uma vira um filtro na busca:
| Camada | O que diz |
|---|---|
| Mercado | O tipo de negócio: serviço e lead, loja, infoproduto, nutra, app, SaaS |
| Nicho | O assunto do anúncio: Odontologia, Beleza e cuidados pessoais, Moda e acessórios |
| Subnicho | O assunto exato, dentro do nicho: Odontologia › Implantes dentários, Moda e acessórios › Calçados |
| Ângulo | O caminho que o texto escolhe para convencer: Dor ou problema, Desejo ou transformação, Prova social ou resultado |
O subnicho é o que faz diferença para a agência. “Odontologia” junta implante, aparelho, lente e clareamento — públicos, promessas e preços diferentes. “Odontologia › Implantes dentários” é o mundo do seu cliente: as mesmas dúvidas, as mesmas objeções, os mesmos concorrentes. O mesmo vale para “Beleza e cuidados pessoais › Cuidados com a pele” ou “Educação e concursos › Concursos públicos”.
A lista completa, com os anúncios no ar de cada nicho hoje, está na página dos nichos.
E se o cliente é de um nicho em que quase ninguém anuncia? Quando a busca acha poucos anúncios de um termo, o Spymine oferece buscar na Biblioteca de Anúncios na hora: os primeiros chegam em cerca de um minuto, e o aviso vem no sino e por e-mail quando a busca termina.

Como encontrar as bases no nicho do cliente
Com o recorte escolhido, a busca se faz em três movimentos:
- Marque o subnicho e o que o cliente consegue produzir. Se ele só grava vídeo vertical, filtre o formato vídeo e a proporção 9:16: referência que não cabe na produção dele não serve de base.
- Ordene por mais dias no ar. Os veteranos sobem para o topo, e os cartões com o selo “90+ dias” são os primeiros candidatos.
- Depois, por mais versões. O selo “Escalando” marca quem tem cinco versões ou mais e continua no ar: alguém está investindo ali agora.
Dois filtros mudam o briefing e quase ninguém usa: o ângulo — o mesmo produto vendido pela dor ou pelo desejo vira dois vídeos completamente diferentes — e o botão do anúncio: o que pede “Enviar mensagem pelo WhatsApp” conversa de um jeito diferente do que leva à página de vendas.
Achou uma base boa? No anúncio aberto, a aba Parecidos mostra anúncios de outros anunciantes que falam do mesmo jeito — um por anunciante, só os que estão no ar. É o atalho para o concorrente que o cliente nem conhecia.
E guarde a combinação: Salvar busca, com um nome (“Implantes em vídeo”). Na próxima vez que você abrir, o Spymine mostra quantos anúncios novos entraram desde a última visita.
Quem usa o Claude ou o ChatGPT também pode pedir numa conversa, como “quais vídeos de implante estão no ar há mais de 90 dias?”. Com a integração com IA (MCP), do Pro e do Empresa, o assistente busca na base do Spymine e responde com os anúncios e o link de cada um.
Salve com o porquê: anotação e etiquetas
Achar é metade do trabalho. A outra metade é guardar de um jeito que faça sentido daqui a um mês — para você, para o redator e para o editor. Esse arquivo de referências que funcionam é o que o mercado chama de swipe file.
No Spymine, o botão Salvar está em todo anúncio, anunciante e oferta, e o que você salva pode ir para uma coleção: uma pasta com nome, “só minha” ou “do time” — na do time, todos da conta veem, põem itens, anotam e etiquetam.
Em cada item, duas coisas transformam a pasta numa ferramenta de trabalho:
- A anotação, com o porquê em uma linha: “o antes e depois prende nos 3 primeiros segundos”, “o preço só aparece no fim”, “a prova é a paciente real, não o dentista”.
- As etiquetas, curtas e repetidas, para filtrar depois: na coleção, cada etiqueta vira um filtro no topo, com quantos itens ela tem.
Um jeito de etiquetar que funciona bem em agência:
| Etiqueta | Para quê, com exemplos |
|---|---|
| O formato | Saber o que dá para produzir: vídeo, imagem, carrossel, 9:16, 4:5 |
| O gancho | Achar o começo certo do roteiro: antes e depois, pergunta, erro comum, depoimento |
| A etapa | Separar a peça que atrai da que vende: atrair, convencer, vender |
| A situação | Saber o que já foi usado: aprovado, já produzido |
E guarde o caminho inteiro, não só o vídeo: o anúncio salvo leva junto a página para onde ele manda, o funil, o checkout e o preço — o que o redator vai precisar para escrever a oferta do cliente.

Um projeto por cliente, com o time junto
Com cinco, dez, vinte clientes, as coleções se multiplicam. O projeto junta o que é de um cliente — as coleções de referência, os concorrentes rastreados e os relatórios — numa página só, com a pasta na cor que você escolher.
O projeto é só uma etiqueta: nada se duplica, e apagar o projeto deixa tudo onde estava. A primeira aba, a Visão geral, mostra o que mudou na semana nos rastreios do cliente, as coleções e os últimos relatórios — o resumo para abrir antes da reunião.
Um nome que ajuda quem chega ao time: o cliente e o assunto. “Clínica Odonto (implantes)” para o projeto; “Implantes: ganchos de vídeo” e “Implantes: páginas de venda” para as coleções dentro dele.

A conversa fica no anúncio
Referência boa morre no grupo do time: alguém manda um print, outro responde, e três dias depois ninguém sabe qual era o vídeo. Na coleção do time, a conversa fica no próprio anúncio:
- Comentar abre a conversa ao lado do item, com quem escreveu e quando.
- @nome marca alguém do time, que é avisado no sino e no resumo por e-mail.
- É interna: o cliente que abre o link da coleção vê só os anúncios, nunca a conversa.
Cada pessoa entra com o seu papel — dono, administrador ou membro —, e quem sai do time não leva nada: o que era só dela passa para o dono da conta.

Monte a primeira coleção do seu cliente
Na primeira assinatura, os 7 primeiros dias são grátis: monte a coleção de um cliente e veja se o Spymine encaixa na rotina da agência.
Como mostrar as referências ao cliente
Na hora de apresentar, há três caminhos — do mais rápido ao mais formal.
O link da coleção
Quem tiver o link vê a coleção sem criar conta: os anúncios, os anunciantes e as ofertas. Os números, o funil e o checkout ficam de fora — o cliente vê as referências, e a análise continua sendo da agência. As anotações e as etiquetas começam escondidas (anotação costuma ser interna) e só aparecem se você ligar.
O Spymine conta quantas vezes o link foi aberto, e desligar corta o acesso na hora. É o caminho da aprovação rápida: “estas são as seis bases do vídeo do mês — qual direção você prefere?”.

O relatório com a marca da agência
Para a reunião do mês, o relatório da coleção sai em PDF e em link, com a anotação e as etiquetas de cada item, no idioma do cliente e com o comentário da agência na primeira página. No Pro, o logo da agência vai na capa; no Empresa, o relatório é white label: só com a marca da agência, sem o nome do Spymine.
O mesmo vale para o relatório de um concorrente ou de um nicho inteiro — a pergunta “o que o meu concorrente está fazendo?” respondida num documento.

A planilha e os arquivos
Para quem trabalha fora da ferramenta, a coleção vira planilha (Excel ou CSV), com as anotações e as etiquetas, e os vídeos e as imagens saem de uma vez num ZIP, com a lista do que é cada arquivo — o pacote para o editor.
Da base ao criativo novo
Referência guardada não é criativo pronto. O que separa a agência que se inspira da que copia é a desmontagem: abrir a base e anotar o que ela faz, parte por parte.
| O que olhar na base | O que levar para o criativo novo |
|---|---|
| Os 3 primeiros segundos | O tipo de gancho: a pergunta, o erro comum, o antes e depois |
| O formato e o ritmo | A proporção, a duração, os cortes e o texto na tela |
| A prova | A prova que o cliente tem: o depoimento, o número, a demonstração |
| A oferta e o botão | O que o anúncio pede e para onde leva: a página, o WhatsApp, o checkout |
| O ângulo | Por onde o texto convence: a dor, o desejo, a autoridade |
O que nunca vai para o criativo novo: o vídeo, a imagem, o texto, a música, o rosto e a marca de outra empresa. A ideia não tem dono; a peça tem — e copiar pode dar processo e derrubar o anúncio. Mais sobre isso em o que a lei permite fazer com o vídeo de um anúncio.
Na prática: abra a base no Spymine, use o Baixar para levar o vídeo inteiro ao editor — sem limite, em todos os planos — e o Copiar o texto para o redator. No briefing, três ou quatro bases, cada uma com a anotação do que aproveitar: o designer entende em dois minutos o que levaria uma página para explicar.
Mantenha a coleção viva
O nicho do cliente muda toda semana: entra concorrente, sai oferta, aparece gancho novo. A coleção montada uma vez envelhece em um mês.
- Rastreie o subnicho e os concorrentes do cliente. Todo dia às 8h, o Spymine compara e mostra o que mudou — os anúncios novos, os que pararam, as páginas novas e os preços que mudaram —, e o resumo chega por e-mail às 9h.
- Ponha os rastreios no projeto do cliente. A visão geral do projeto passa a mostrar as novidades da semana dele.
- Reserve 20 minutos por semana para cada cliente: passe pelos anúncios novos e salve as bases que valem.
- Tire o que envelheceu. Uma etiqueta “já produzido” evita que o time use a mesma base dois meses seguidos.
O roteiro para estudar cada concorrente está em como analisar os anúncios dos concorrentes.
Por que os dados do Spymine servem de base
Referência errada custa caro: o time produz em cima de um anúncio que não vendia. Por isso vale saber de onde vêm os dados — e o que o Spymine faz com cada anúncio:
- Acompanhados todos os dias. Os anúncios são acompanhados por nicho, por produto e pela biblioteca inteira de cada anunciante encontrado.
- O histórico fica. No Brasil, o anúncio que sai do ar some da biblioteca da Meta. No Spymine, ele continua — com quando começou, quando saiu e quando voltou —, e o vídeo inteiro fica guardado.
- As versões juntas. Vinte cortes do mesmo vídeo são um anúncio com vinte versões, não vinte resultados soltos — e o número de versões é, ele mesmo, um sinal.
- A página como o cliente vê. O print da página de destino no celular e no computador, o texto inteiro dela, o funil e o checkout lido: a plataforma, o preço, as parcelas e a garantia.
- Classificado e conferido. Cada oferta é classificada por inteligência artificial — mercado, nicho, subnicho e ângulo —, e a que fica em dúvida passa por uma pessoa antes de entrar nos filtros.
- Os números batem. O número ao lado de cada filtro é o que a grade mostra ao clicar: o que você apresenta ao cliente é o que ele vai ver.
- Escolhidos a dedo onde importa. As marcas grandes e as ofertas que estão escalando são escolhidas uma a uma pela equipe do Spymine.
E o que nenhuma ferramenta mostra: o faturamento, o gasto e o alcance de outra empresa — a Meta não publica esses números para os anúncios comerciais do Brasil. O que existe são os sinais públicos, e eles estão no cartão de cada anúncio.
Qual plano a agência precisa
As coleções, os projetos e o Baixar estão nos três planos. Para trabalhar com o time e com o cliente, o caminho é o Pro: o time, a coleção do time com a conversa, o link para o cliente, a planilha, o ZIP, os rastreios e os relatórios com o logo da agência na capa. O Empresa traz mais lugares no time, mais rastreios, limites maiores e o relatório white label. Os limites de cada um estão na tabela dos Preços.
Quer ver tudo isso com os concorrentes de um cliente seu? Veja o Spymine para agências ou agende uma demonstração.