Como baixar o vídeo de um anúncio do Facebook e do Instagram
· 7 min de leitura · Equipe Spymine
A biblioteca de anúncios da Meta mostra o vídeo, mas não tem botão de baixar. Dá para salvar mesmo assim — e vale saber o que se pode fazer com o arquivo depois.
Quem trabalha com anúncio baixa vídeo de anúncio o tempo todo: para estudar o começo quadro a quadro, para mostrar na reunião, para o editor entender a referência. O caminho oficial não ajuda — e o anúncio que interessa pode sumir amanhã.
Por que guardar o arquivo, e não o link
Guardar só o link do anúncio parece suficiente, até o dia em que ele não abre mais. No Brasil, o anúncio que sai do ar some da biblioteca de anúncios — só os de política, eleições e temas sociais continuam lá. Se o anunciante pausar a campanha hoje à noite, o link de amanhã não leva a nada.
Quando o vídeo importa — é a base de um criativo, é o concorrente direto, é o exemplo que você quer mostrar ao cliente —, guarde o arquivo.
Pela biblioteca de anúncios, sem instalar nada
A biblioteca não tem botão de baixar, mas o navegador mostra de onde vem o vídeo. No Chrome ou no Edge, no computador:
- Abra a biblioteca, ache o anúncio e deixe o vídeo tocar — o guia da biblioteca de anúncios mostra a busca passo a passo.
- Abra as ferramentas do desenvolvedor: F12 no Windows, ou Cmd + Option + I no Mac.
- Vá à aba Rede (Network) e, no filtro, escolha Mídia (Media) — ou digite “mp4”.
- Toque o vídeo de novo. Na lista, aparece o arquivo dele: o maior, com “.mp4” no endereço.
- Clique nele com o botão direito e abra numa nova guia (ou copie o endereço e cole numa guia nova). Ali, o botão direito sobre o vídeo oferece Salvar vídeo como.
Três cuidados. O endereço do arquivo vence pouco tempo depois: baixe na hora. No carrossel, cada cartão é um arquivo e sai separado. E às vezes o vídeo chega em pedaços, sem um arquivo inteiro — aí este caminho não funciona.
A imagem é mais simples: na própria biblioteca, o botão direito sobre ela costuma oferecer Salvar imagem como.
Gravar a tela ou usar uma extensão
Quando o caminho acima não dá, sobram dois:
- Gravar a tela. Funciona sempre, até no celular, mas a qualidade cai: o vídeo sai com a compressão da gravação, às vezes sem o som e com o que mais estiver na tela. Serve para estudar o gancho; não serve para o editor.
- Uma extensão do navegador. Há extensões que põem um botão de baixar em cada anúncio da biblioteca — a do Spymine é uma delas, e roda só nas páginas da biblioteca (o guia da extensão). Antes de instalar qualquer uma, veja o que ela pede: a que lê e altera os seus dados em todos os sites enxerga tudo o que você abre — o e-mail e o banco também. Prefira as conhecidas, e nunca dê a sua senha a uma delas.
No Spymine: o botão Baixar
No Spymine, todo anúncio já vem com o criativo guardado: o vídeo inteiro, em MP4, ou as imagens, peça por peça. Abra o anúncio e clique em Baixar — o arquivo vai direto para o seu computador.
- Sem limite, nos três planos. Baixe quantos criativos precisar, um de cada vez.
- Mesmo depois que sai do ar. O vídeo continua guardado no Spymine, com quando o anúncio começou e quando parou — o que a biblioteca já não mostra.
- Com o resto do anúncio. O Copiar o texto leva a copy; a aba Oferta mostra a página, o funil, o checkout e o preço; e o próprio anúncio diz há quantos dias está no ar e quantas versões tem.

Vários de uma vez: o ZIP da coleção
Para levar as referências de um cliente ao editor, salve os anúncios numa coleção e baixe tudo de uma vez: em Exportar, o ZIP traz os vídeos e as imagens da coleção num arquivo só, com uma lista do que é cada um. O ZIP vem no Pro e no Empresa; o Baixar de cada anúncio, em todos os planos.

O vídeo inteiro num clique, mesmo depois que o anúncio sai do ar
Na primeira assinatura, os 7 primeiros dias são grátis: a busca inteira, o Baixar e as coleções, sem cobrança até o fim do teste.
Como organizar o que você baixou
Arquivo sem contexto vira “video_final_2 (3).mp4” na pasta de downloads. Três hábitos resolvem:
- Um nome que diga o que é: o nicho, o anunciante, o formato e o dia — “implantes_clinica-x_9x16_2026-10-26.mp4”.
- O link e a data junto: o link do anúncio no Spymine, que continua abrindo depois que ele sai do ar, e o dia em que ele começou a rodar.
- O porquê em uma linha: “o antes e depois prende nos 3 primeiros segundos”. Sem a anotação, daqui a um mês o arquivo não diz mais nada.
Para o time, a coleção resolve os três de uma vez: o anúncio fica guardado com a anotação, as etiquetas, a página e os números — e o vídeo sai pelo Baixar quando alguém precisar. O método completo para agências está em como organizar referências de criativos; o geral, no guia do swipe file.
O que a lei permite fazer com o vídeo
O anúncio é público para ver, não para usar. O vídeo, a foto, o texto e a música são obras de quem os fez, protegidas pela Lei de Direitos Autorais (Lei 9.610/1998), e quem aparece no vídeo tem direito sobre a própria imagem. Na prática:
| O que você faz com o vídeo | Pode? |
|---|---|
| Guardar para estudar o gancho, o ritmo e a estrutura | Sim — é a pesquisa de concorrência que todo o mercado faz |
| Mostrar ao time ou ao cliente como referência, no briefing | Sim, como material interno de trabalho |
| Gravar um vídeo novo com a mesma ideia, com o seu produto e a sua gente | Sim — a ideia não é protegida; a peça é |
| Subir o vídeo de outra empresa como anúncio seu | Não: é violação de direito autoral, e o dono pode denunciar à Meta, que tira o anúncio do ar |
| Usar trechos, a música ou o rosto de quem aparece | Não, sem a autorização de quem tem os direitos |